Menopausa: sintomas, avaliação e cuidados nesta fase

Menopausa: sintomas, avaliação e tratamentos
A menopausa confirma-se após 12 meses consecutivos sem menstruação, desde que não exista outra causa para essa ausência. A transição para a menopausa pode incluir afrontamentos, alterações do sono e do humor e sintomas vaginais ou urinários. No entanto, a experiência varia de mulher para mulher.
Avaliar os sintomas e o contexto
A idade, as alterações do ciclo menstrual, a intensidade dos sintomas, a saúde óssea e cardiovascular e os antecedentes pessoais e familiares ajudam a orientar a avaliação.
Na maioria das mulheres com 45 ou mais anos e sintomas típicos, o diagnóstico é clínico e, geralmente, não requer análises hormonais.
Tratamentos disponíveis
A terapêutica hormonal da menopausa pode ser eficaz no alívio dos afrontamentos e de outros sintomas vasomotores. A decisão deve ser individualizada e considerar os possíveis benefícios, riscos, antecedentes clínicos e preferências de cada mulher.
Também existem opções não hormonais e tratamentos locais para os sintomas geniturinários, como secura vaginal, desconforto nas relações sexuais ou alterações urinárias.
Estilo de vida e apoio
Algumas medidas podem contribuir para o bem-estar e a saúde a longo prazo:
Praticar atividade física regularmente;
Manter uma alimentação equilibrada;
Não fumar;
Cuidar da qualidade do sono;
Procurar apoio para a saúde mental quando necessário.
Estas medidas não substituem os tratamentos indicados. Os produtos manipulados apresentados como “bioidênticos” e os suplementos também não são automaticamente seguros ou adequados para todas as mulheres.
Quando procurar ajuda rapidamente?
Deves procurar avaliação médica perante:
Hemorragia vaginal após 12 meses sem menstruação;
Dor pélvica recente ou persistente;
Falta de ar;
Dor no peito;
Sintomas neurológicos súbitos, como dificuldade em falar, perda de força ou alterações da visão.
Perante falta de ar intensa, dor no peito ou sintomas neurológicos súbitos, liga para o 112.
Nota sobre os cuidados integrativos
Uma abordagem integrativa pode complementar os cuidados convencionais, desde que existam objetivos bem definidos e comunicação entre os diferentes profissionais.
Este acompanhamento não substitui o diagnóstico, a vigilância ou o tratamento médico indicado.
Fonte consultada
https://www.nice.org.uk/guidance/ng23/chapter/Recommendations
Autoria: Dra. Tâmara Castelo
Credenciais: Especialista com cédula profissional; cinco anos de formação em Medicina Tradicional Chinesa e prática hospitalar na China.
Revisto em: 15 de agosto de 2026
Conteúdo educativo de carácter geral. Não substitui o diagnóstico, a avaliação ou o aconselhamento individual de um profissional de saúde.
